Público Alvo: Ensino Superior

Algoritmo pode propagar racismo?

Criado por: Priscila Gonsales

A palavra “algoritmo” começou a ser amplamente difundida, especialmente no caso das redes sociais, cada vez mais utilizadas por crianças e adolescentes. Segundo a pesquisa TIC Educação, 82% de crianças e adolescentes têm perfil em redes sociais. Recentemente, temos visto também documentários como Privacidade Hackeada e Dilema das Redes, que trazem à tona o debate sobre o quanto os algoritmos de inteligência artificial (IA) podem moldar comportamentos. Estamos diante de um novo contexto em que tudo o que fazemos é monitorado e, nesse sentido, vale compreender como os algoritmos são criados e por quem.

A “nuvem” não é onipresente

Criado por: Victor

Essa é uma prática derivada de Você sabia que a “nuvem” não existe?

Basicamente a ideia é avançar na compreenção da importância do território para o mundo digital, assim como os elementos físicos são fundamentais para as relações digitais. No entanto, é preciso enxergar isso de forma crítica observando possíveis relações de poder que existem nesse universo, além é claro compreender a ordem mundial que determina o controle do fluxo e princiapalmente armazenamento de informação.

Há impressão de que a “nuvem” é algo onipresente, pois pode ser acessada em praticamente qualquer lugar do mundo, desde que se tenha conexão com a internet. No entanto, a realidade é diferente: a “nuvem” se refere a um ou mais servidores que estão territorialmente localizados, o que significa fluxo e armazenamento de dados siginificativos para um lugar em específico no espaço global. Ou seja, existem questões territoriais, geoeconômicas e geopolíticas significativas que normalmente não são levadas em conta e que ajudam a compreender o mundo e o universo digital de forma mais ampla.

Vigilância na educação: construção do conhecimento por licenciandos por meio da produção de podcasts

Criado por: Janaina Diniz

Com a necessidade da adoção do isolamento social para conter o avanço da COVID-19, as instituições de ensino passaram a utilizar o ensino remoto emergencial ou a educação à distância como meio para promover o processo de ensino e aprendizagem. Diante da urgência para o retorno das atividades de ensino, ausência de vontade e interesse político e/ou de recursos que possibilitassem o desenvolvimento de plataformas próprias, várias instituições públicas de ensino, adotaram plataformas “gratuitas” das grandes corporações de tecnologia da informação – Google, Apple, Facebook, Amazom e Microsoft (GAFAM), para viabilizar o ensino. Em outubro de 2020, cerca de 70% das instituições públicas de ensino no Brasil adota o uso das plataformas corporativas da GAFAM, pelo menos, nos serviços de correio eletrônico (EDUCAÇÃO VIGIADA, 2020). 

O uso de plataformas corporativas na educação pública possui várias implicações técnicas, políticas e econômicas para os usuários, para as instituições e para o próprio país. Atrás da gratuidade se escondem vários problemas que terão consequências a curto, a médio e a longo prazo para a sociedade: coleta dos dados dos usuários realizada por essas empresas, seja para comercialização ou para proporcionar a melhoria dos seus sistemas; a fidelização (ou adestramento) dos usuários e a dependência tecnológica das instituições e do próprio país aos monopólios de tecnologia de informação.

Promover a discussão sobre a vigilância na educação nos cursos de formação de professores torna-se de extrema importância. Recomenda-se a produção de podcasts para promover o ensino e a construção do conhecimento sobre esse assunto. Essa prática foi utilizada com alunos do curso de pedagogia.   

Um amigo de um amigo… ensinando direito à imagem

Criado por: Guilherme Klafke

Coautoria: Stephane Hilda Barbosa Lima, Tatiane Guimarães

O uso e o compartilhamento incorreto da imagem está na raiz de muitos problemas na Internet, como cyberbullying, superexposição e invasão da intimidade. Saber o que podem ou não fazer com a própria imagem é um passo importante para a convivência na rede e o uso responsável da tecnologia. Mas quais são hipóteses corretas e incorretas de uso da imagem? Quando alguém pode compartilhar uma foto comigo? No âmbito do Programa de Formação de Educadores em Direitos Humanos Digitais, conduzido pela FGV DIREITO SP e pelo NIC.br, sob coordenação de Kelli Angelini e Marina Feferbaum, aplicamos a atividade “Um amigo de um amigo…” em oficinas com docentes de escolas e em evento aberto ao público. A atividade é engajante e estimula o debate entre os participantes.

Você sabia que a “nuvem” não existe?

Criado por: Priscila Gonsales

Termo muito utilizado pelo senso comum para designar o espaço virtual onde estariam armazenados os arquivos de internet, a “nuvem”, na verdade, não tem nada a ver com o conceito de nuvem que todos conhecemos. Como a internet é algo cada vez mais presente no cotidiano dos estudantes, é importante que possam entender um pouco mais sobre a infra-estrutura da rede.

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