Tema: Alfabetização midiática

O que é possível na escola remota de Educação Infantil? Interações, aprendizagens e papel do professor

Criado por: re_fusco

Coautoria: Regina Fusco e Laura Carniceiro

Nunca imaginamos que seríamos professoras de Educação Infantil trabalhando horas em frente ao computador e sentadas em uma cadeira dentro de casa. Nossos corpos precisaram se adaptar para uma tarefa nunca antes aventada: fazer escola durante uma pandemia para crianças pequenas no modelo remoto. As perdas foram e ainda são inevitáveis. Em hipótese nenhuma queremos negá-las ou defender o modelo remoto como substituto do presencial. Porém, por ora, se faz necessário criar sentidos para o que estamos vivendo e decidimos nos ater às reflexões a respeito da aprendizagem das crianças na interação mediada pelos dispositivos tecnológicos: quais nossas intencionalidades pedagógicas como professores e o que identificamos como aprendizagens nesse modelo no qual temos trabalhado há pelo menos um ano.

Jogar games com respeito!

Criado por: Ivelise Fortim

A motivação para elaboração da prática se deu em função da solicitação de uma escola particular do estado de SP para realizar-se oficinas com crianças e adolescentes sobre comportamento tóxico em videogames.

A escola traz preocupação com a briga de duas crianças de 12 anos durante uma partida de jogo eletrônico, sendo que uma sugeriu a outra que esta devia suicidar-se por ter falhado no jogo. Por comportamento tóxico se entende os comportamentos conhecidos como:

  • trollagem (comportamento antidesportivo no qual o jogador vai contra as regras de conduta atrapalhando o intencionalmente outros jogadores); scamming (comportamento fraudulento ao negociar mercadorias com outros jogadores);
  • assédio verbal (conhecido também como Flamming,  que consiste em enviar mensagens ofensivas por meio do chat de texto ou do chat de voz);
  • assédio sexual (manifestações ameaçadoras e perturbadoras, de cunho sexual íntimo, especialmente dirigido a mulheres e a comunidade LGTB+);
  • trapaças (também conhecidas como hacks, se constituem no uso de softwares que concedem vantagens injustas com relação a outros jogadores violando as regras do jogo).

Esses e outros comportamentos negativos podem ocorrer durante as partidas de jogos eletrônicos multijogadores. Por acreditar que  os jogos possam ser um espaço livre e saudável foi construída essa prática.

Algoritmo pode propagar racismo?

Criado por: Priscila Gonsales

A palavra “algoritmo” começou a ser amplamente difundida, especialmente no caso das redes sociais, cada vez mais utilizadas por crianças e adolescentes. Segundo a pesquisa TIC Educação, 82% de crianças e adolescentes têm perfil em redes sociais. Recentemente, temos visto também documentários como Privacidade Hackeada e Dilema das Redes, que trazem à tona o debate sobre o quanto os algoritmos de inteligência artificial (IA) podem moldar comportamentos. Estamos diante de um novo contexto em que tudo o que fazemos é monitorado e, nesse sentido, vale compreender como os algoritmos são criados e por quem.

Jornal Mural para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na escola (FUND II – trimestral) (REA – Recriação)

Criado por: Maria Rehder

A elaboração desta boa prática se dá no contexto da minha participação no curso Líder Educação Aberta o qual nos convidou a publicar uma proposta de boa prática em REA. Como tenho trabalhado há 20 anos no campo da Educomunicação, e mais recentemente no âmbito do meu trabalho em consultoria para o setor de Educação da UNESCO no Brasil, também com as temáticas de Alfabetização Midiática e Informacional (AMI) e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, optei por publicar uma boa prática recriada a partir da metodologia de Jornal Mural da Viração Educomunicação, inspirada também na proposta de aula de Jornal Mural na escola de autoria de Paulo Lima, fundador da Revista Viração, no âmbito do projeto Educom.JT coordenado pelo Núcleo de Comunicação e Educação da USP.

Outras fontes inspiradoras foram também os trabalhos de educomunicação para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), desenvolvidos pelo programa Imprensa Jovem da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (SME-SP), e as metodologias de Jornal Mural que utilizei na Guiné-Bissau, quando realizei formações voluntárias no âmbito de meu trabalho para o Sistema das Nações Unidas na Guiné-Bissau sobre educomunicação com a Rede de Crianças e Jovens Jornalistas da Guiné-Bissau de 2010 a 2012, com as temáticas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O esforço de recriação surge no contexto da importância de um trabalho com os ODS na escola, no contexto atual de implementação da BNCC. Nesse sentido, escolhi dar ênfase ao FUND II. 

Discutindo a Notícia

Criado por: Ana Marcia A M Paiva

Estudando Educação Midiática, tive acesso a diversos materiais interessantes sobre Informação, Desinformação, FakeNews e durante o curso realizei um teste com diversas “notícias” e tinhamos que verificar se a notícia era verdadeira ou falsa. Então resolvi fazer um teste semelhante com os meus alunos de Ensino Médio, que se consideram e são considerados no senso comum os “feras” que “sabem tudo de tecnologias”. Descobri que eles acertaram pouco do que era VERDADEIRO ou do que era FALSO e esse foi o mote para iniciar o trabalho. A partir daí, discutimos cada notícia e estudamos formas de detectar a veracidade e a intenção das mesmas. Estudamos também notícias antigas, do passado, antes da internet, que também eram fakenews com intenções bem claras, via jornal e rádio.

 

Um amigo de um amigo… ensinando direito à imagem

Criado por: Guilherme Klafke

Coautoria: Stephane Hilda Barbosa Lima, Tatiane Guimarães

O uso e o compartilhamento incorreto da imagem está na raiz de muitos problemas na Internet, como cyberbullying, superexposição e invasão da intimidade. Saber o que podem ou não fazer com a própria imagem é um passo importante para a convivência na rede e o uso responsável da tecnologia. Mas quais são hipóteses corretas e incorretas de uso da imagem? Quando alguém pode compartilhar uma foto comigo? No âmbito do Programa de Formação de Educadores em Direitos Humanos Digitais, conduzido pela FGV DIREITO SP e pelo NIC.br, sob coordenação de Kelli Angelini e Marina Feferbaum, aplicamos a atividade “Um amigo de um amigo…” em oficinas com docentes de escolas e em evento aberto ao público. A atividade é engajante e estimula o debate entre os participantes.

Workshop Design Thinking e Ética Digital: cocriando e aprendendo juntos

Criado por: Debora Sebriam

A sociedade digital e os avanços tecnológicos dos últimos anos impõem novos desafios às escolas e às famílias no que diz respeito a Ética e a Cidadania Digital. Situações como cyberbullying, racismo, preconceito, perseguição, violência, chantagem, exposição não autorizada não são estranhas à maioria das crianças e adolescentes que estão online, segundo as pesquisas mais importantes realizadas no país.

 

No colégio, acreditamos que é preciso trabalharmos juntos para uma internet mais positiva e segura. Para isso, organizamos um workshop para levantar desafios e prototipar caminhos para cidadania digital. Afinal, um projeto pensado pela escola, famílias e alunos tem muito mais força, não é mesmo?

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