Arquivo: Prática

Vigilância na educação: construção do conhecimento por licenciandos por meio da produção de podcasts

Criado por: Janaina Diniz

Com a necessidade da adoção do isolamento social para conter o avanço da COVID-19, as instituições de ensino passaram a utilizar o ensino remoto emergencial ou a educação à distância como meio para promover o processo de ensino e aprendizagem. Diante da urgência para o retorno das atividades de ensino, ausência de vontade e interesse político e/ou de recursos que possibilitassem o desenvolvimento de plataformas próprias, várias instituições públicas de ensino, adotaram plataformas “gratuitas” das grandes corporações de tecnologia da informação – Google, Apple, Facebook, Amazom e Microsoft (GAFAM), para viabilizar o ensino. Em outubro de 2020, cerca de 70% das instituições públicas de ensino no Brasil adota o uso das plataformas corporativas da GAFAM, pelo menos, nos serviços de correio eletrônico (EDUCAÇÃO VIGIADA, 2020). 

O uso de plataformas corporativas na educação pública possui várias implicações técnicas, políticas e econômicas para os usuários, para as instituições e para o próprio país. Atrás da gratuidade se escondem vários problemas que terão consequências a curto, a médio e a longo prazo para a sociedade: coleta dos dados dos usuários realizada por essas empresas, seja para comercialização ou para proporcionar a melhoria dos seus sistemas; a fidelização (ou adestramento) dos usuários e a dependência tecnológica das instituições e do próprio país aos monopólios de tecnologia de informação.

Promover a discussão sobre a vigilância na educação nos cursos de formação de professores torna-se de extrema importância. Recomenda-se a produção de podcasts para promover o ensino e a construção do conhecimento sobre esse assunto. Essa prática foi utilizada com alunos do curso de pedagogia.   

Uso de Aprendizagem Baseada em Projetos e Gameficação no Ensino Remoto para Disseminar Boas Práticas de Cidadania Digital

Criado por: Michelle Freitas

Coautoria: Orlando Pereira Afonso Júnior e Fabiana Castro Carvalho de Barros

A discussão sobre o uso de tecnologias digitais em sala de aula não é tão recente. Há tempos que o tema é debatido entre educadores e registrado em diversas pesquisas. No entanto, com a pandemia de Covid-19 e a implantação forçada do ensino remoto pelas escolas do Brasil e do mundo, instituições de ensino passaram a depender de ferramentas tecnológicas para darem continuidade às suas atividades. 

Rapidamente professores precisaram lidar com plataformas virtuais de ensino-aprendizagem, ferramentas de videoconferência e uma série de outras tecnologias. Os estudantes, por sua vez, viram de perto faces diferentes do uso da tecnologia, tendo a Internet como o meio de transporte às salas de aula. Os desafios são enormes: capacitação docente, disciplina e autodidatismo dos estudantes, desafios de inclusão digital e social, problemas de acesso, acréscimo de grande quantidade de tempo de planejamento das aulas, entre outras questões. 

Nesse contexto, no Instituto Federal Fluminense Campus Itaperuna (IFF Itaperuna), localizado na Região Noroeste do Estado do Rio de Janeiro, um grupo de professores refletiu sobre os seguintes desafios diante do ensino remoto:

  • Como atrair o interesse dos estudantes pelos momentos síncronos das aulas? 
  • Como conscientizar os discentes diante do mau uso da Internet marcado, inclusive na pandemia, por invasões às salas de aula virtuais?

Além disso, no cotidiano dos laboratórios da instituição, antes da pandemia, foram encontradas contas de e-mails e redes sociais abertas nos computadores e outras questões envolvendo problemas de segurança da informação, além da necessidade constante de prevenir a comunidade acadêmica sobre o uso consciente da Internet.   

Ainda nesse contexto, o curso Técnico em Administração Integrado ao Ensino Médio possui em sua matriz curricular no terceiro ano o componente “Informática Aplicada à Gestão de Negócios”, cujo conteúdo inclui temas como Segurança em Sistemas de Informação, Ética e Responsabilidade Social e Ambiental na utilização dos Sistemas de Informação. 

Diante desse cenário, a professora responsável pela disciplina mencionada anteriormente resolveu, a partir das reflexões sobre os desafios do ensino remoto, convidar mais dois professores e utilizar a Gameficação e a Aprendizagem Baseada em Projetos. A ideia era trabalhar cidadania digital na tentativa de promover maior engajamento dos alunos e construir meios digitais com o protagonismo dos estudantes de forma a disseminar boas práticas de cidadania digital na comunidade acadêmica do IFF Itaperuna. 

Discutindo a Notícia

Criado por: Ana Marcia A M Paiva

Estudando Educação Midiática, tive acesso a diversos materiais interessantes sobre Informação, Desinformação, FakeNews e durante o curso realizei um teste com diversas “notícias” e tinhamos que verificar se a notícia era verdadeira ou falsa. Então resolvi fazer um teste semelhante com os meus alunos de Ensino Médio, que se consideram e são considerados no senso comum os “feras” que “sabem tudo de tecnologias”. Descobri que eles acertaram pouco do que era VERDADEIRO ou do que era FALSO e esse foi o mote para iniciar o trabalho. A partir daí, discutimos cada notícia e estudamos formas de detectar a veracidade e a intenção das mesmas. Estudamos também notícias antigas, do passado, antes da internet, que também eram fakenews com intenções bem claras, via jornal e rádio.

 

Existe um Google diferente para cada um?

Criado por: Rita Silva

Três em cada quatro brasileiros acessam a internet, segundo pesquisa realizada pela TIC Domicílios 2019. Esses acessos envolvem fornecimentos de dados, com os quais concordamos ao assinarmos Termos e Condições que raramente são lidos. Dessa forma, desconhecemos quais dados fornecemos e para que são utilizados.

Direitos e Deveres online

Criado por: andressa caprecci

Coautoria: Tatiana Garcia de Carvalho Luz

A motivação para elaboração da prática se deu a partir de uma demanda real de um grupo de alunos da 7º série da Escola Estadual Amélia Kerr Nogueira, no Jardim Horizonte Azul, São Paulo-SP. A partir de uma prática de violação dos Direitos Humanos ocorrida no grupo, nós elaboramos uma sequência de encontros visando discutir com a turma aspectos de cidadania digital. A aplicação da prática se deu no contexto de um estágio da Licenciatura em Educomunicação (ECA/USP) em parceria com o NEV – Núcleo de Estudos da Violência da USP. 

 

Um amigo de um amigo… ensinando direito à imagem

Criado por: Guilherme Klafke

Coautoria: Stephane Hilda Barbosa Lima, Tatiane Guimarães

O uso e o compartilhamento incorreto da imagem está na raiz de muitos problemas na Internet, como cyberbullying, superexposição e invasão da intimidade. Saber o que podem ou não fazer com a própria imagem é um passo importante para a convivência na rede e o uso responsável da tecnologia. Mas quais são hipóteses corretas e incorretas de uso da imagem? Quando alguém pode compartilhar uma foto comigo? No âmbito do Programa de Formação de Educadores em Direitos Humanos Digitais, conduzido pela FGV DIREITO SP e pelo NIC.br, sob coordenação de Kelli Angelini e Marina Feferbaum, aplicamos a atividade “Um amigo de um amigo…” em oficinas com docentes de escolas e em evento aberto ao público. A atividade é engajante e estimula o debate entre os participantes.

Você sabia que a “nuvem” não existe?

Criado por: Priscila Gonsales

Termo muito utilizado pelo senso comum para designar o espaço virtual onde estariam armazenados os arquivos de internet, a “nuvem”, na verdade, não tem nada a ver com o conceito de nuvem que todos conhecemos. Como a internet é algo cada vez mais presente no cotidiano dos estudantes, é importante que possam entender um pouco mais sobre a infra-estrutura da rede.

Quem ensina a inteligência artificial do Google?

Criado por: Priscila Gonsales

Atualmente, grande parte das pesquisas escolares são feitas na internet, especialmente utilizando o buscador comercial do Google, umas das maiores big tech do mundo. A expressão “dar um google” já faz parte do vocabulário comum de estudantes e professores, uma vez que é possível encontrar respostas para quase todas as perguntas que se faz ou materiais em diversos tipos de mídia quando o objetivo é encontrar um recurso para ilustrar ou apoiar um processo de aprendizagem.

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